Depressão e cocaína

Como é sabido, a cocaína é um estimulante psíquico utilizado desde remotos tempos pelos índios americanos como euforizante e para evitar a sensação de fadiga. Posteriormente utilizou-se em medicina como anestésico local. Mas, hoje em dia, aspira-se, fuma-se ou injecta-sede maneira cada vez mais alarmante - para obter a aceleração que regra geral produz.

O consumo da cocaína pode também desencadear episódios esquizofreniformes produzindo delírios, alucinações e transtornos do curso do pensamento, mas os efeitos mais característicos são a elevação do estado de ânimo, a verborreia (falar em excesso), a hiperactividade, a sensação subjectiva de bem-estar, a insónia e a anorexia (falta de apetite).

Quando a pessoa habituada a ingerir cocaína interrompe bruscamente o seu consumo, produz-se o chamado «efeito de repulsão da droga» o paciente padece de sonolência, tem muito apetite, sente-se cansado, torna-se abúlico e por vezes padece um verdadeiro distúrbio depressivo maior. Estas depressões são, não obstante, transitórias e terminam ao cabo de poucas semanas.

Sem esquecer que a dependência psicológica da cocaína é enorme, do ponto de vista médico está indicado que, com o apoio sistemático necessário, se suspenda bruscamente o seu consumo ao indivíduo dependente.

Tudo quanto dissemos até aqui a propósito ga cocaína é válido para o caso de estimulantes psíquicos como as anfetaminas, as xantinas e outras substâncias de manejo delicado que, apesar de serem cada vez menos frequentes, ainda se utilizam como coadjuvantes em dietas para emagrecer.