Hereditariedade e depressões
Hoje em dia há suficientes provas para dar crédito aos componentes hereditários da depressão. E uma vez mais nos encontramos ante diferentes factores que prevalecem segundo o tipo da depressão. Isto parece indicar que, mesmo quando os sintomas externos de carácter aparente podem ser similares, dentro do que chamamos depressão coexistem elementos muito distintos.
Demonstrou-se que a frequência de distúrbios depressivos endógenos entre familiares do primeiro grau (pais, irmãos, filhos) vai de 15 a 20 %. Esta percentagem está muito acima do que corresponde à população geral.
Contudo, ainda não foi definitivamente esclarecido o mecanismo de transmissão hereditária.
As manifestações hereditárias da depressão não têm que ser necessariamente depressões que mimetizem ou se pareçam às sofridas por outros familiares. Ou seja, que se herde uma predisposição para sofrer distúrbios depressivos.
Também é possível encontrar na ascendência e na descendência dos pacientes depressivos alterações psíquicas não depressivas que têm uma influência superior à que podemos encontrar na população em geral.
Pelo contrário, no caso das depressões menores, ou daquelas que constituem uma reacção a um determinado ambiente ou situação, o componente hereditário dá a impressão de ser muito menor e inclusive inexistente.
Outra área de interesse para o estudo deste fenómeno é a das semelhanças que apresenta esta doença entre gémeos.