Depressão e patologia médica
As possíveis relações entre depressão e patologia médica dão-se, em resumo, nos seguintes casos:
• Quando a própria patologia médica «produz» uma síndroma depressiva. O exemplo mais notável neste caso é talvez o carcinoma da cabeça do pâncreas. Aqui a associação carcinoma/ depressão é muito frequente e às vezes a sintomatologia depressiva aparece antes de se manifestarem os sintomas do carcinoma pancreático.
• Quando um mesmo factor é concomitantemente causa do distúrbio médico e do distúrbio psiquiátrico. É o caso da doença de Parkinson, em que a falta de dopamina (déficit dopaminérgico) provoca os sintomas parkinsonianos e os depressivos.
• Quando a própria terapêutica indicada para aliviar ou curar um distúrbio médico provoca a depressão. Exemplos quotidianos disto são os tratamentos com reserpina e outros anti-hipertensivos.
• Quando a depressão é provocada pelo indivíduo como reacção à sua doença. Estas depressões aparecem com frequência em: pacientes crónicos com doenças consumptivas (isto é, enfraquecimentos gerais do organismo), após prolongadas estâncias no hospital; em indivíduos com doenças afectando o seu amor-próprio (por exemplo, queimados com cicatrizes disformes); ou naqueles cuja vida está permanentemente ame açada, como os cardiópatas (doentes do coração) instáveis ou os doentes respiratórios crónicos graves.